sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Livro: Reencontros - Linda Howard


Olá, pessoal!
Volto hoje, depois de tanto tempo, para compartilhar com vocês mais um personagem apaixonante e mais uma história incomparável! Preparem seus corações, pois emoções fortes virão!
Estou falando de Díaz, um dos personagens magníficos do livro Reencontros (Linda Howard – não se preocupem, pois embora este seja o terceiro livro dela que cito aqui, não leio apenas essa autora estupenda, mas antes da IAN, seus livros foram os que definitivamente, me nocautearam, em termos de romance-policial-erótico-suspense e, a partir dela, fui me embrenhando neste universo tão cativante). Para ser sincera, Reencontros foi meu segundo livro da titia Linda.
Mas, voltando ao que interessa, Díaz encabeça uma lista de homens deliciosos, em diferentes sentidos, desta história que me fez chorar muito, me fez rir, me surpreendeu e me deixou chocada com as revelações. Aliás, acho que este será um dos maiores posts da Sexta Envenenada, pois aproveitarei para apresentar-lhes os outros machos cativantes. Mas o ponto central é Díaz.

Reencontros conta a história de Milla Edge, que reproduzindo a “orellha” do livro: “[...] Com uma surpreendente combinação de esperteza, instinto e paixão, Milla demonstra uma capacidade maravilhosa de encontrar crianças desaparecidas. Quando tudo parece perdido, pessoas desesperadas vão até ela em busca de esperança e solução. Movida por um desejo obsessivo de preencher o vazio na vida de outras pessoas, Milla mergulha de cabeça em todos os casos – ao mesmo tempo em que tenta superar as fortes emoções causadas por uma terrível tragédia em seu passado.
Ao viajar para uma pequena cidade do México, seguindo uma pista segura, Milla começa a descobrir o terrível destino de inúmeras crianças desaparecidas nos últimos dez anos, devido à atuação de uma quadrilha especializada no contrabando de bebês. A chave para desmantelar a quadrilha pode estar nas mãos de um arredio homem de um olho só. Para encontrá-lo, Milla une forças com James Díaz, um homem estranho e suspeito conhecido como o Localizador, que esconde seus atos sinistros. [...]”

A história é realmente eletrizante, mas não vou dar detalhes maiores, pois vou adorar saber que vocês a lerão e quero muito saber sua opinião. Enfim, Díaz entra no circuito quando Milla segue a indicação de uma ligação anônima dando-lhe a informação que deseja há tantos anos. E quando retorna a seu escritório, que está vazio, exceto por uma de suas funcionárias e amiga, tenta localizar o autor do telefonema.
Joann encostou-se na mesa e esperou Milla discar o número. Atenderam no quinto toque: ─ Estação de serviços.
Uma saudação informativa, Milla pensou. ─ Olá, aqui é Milla, da Finders, e recebemos uma ligação daí às seis da tarde de sexta-feira. Você poderia me informar...
─ Sinto muito ─ o homem disse impacientemente. ─ Este é um telefone público. Não tenho tempo para ficar observando todo mundo que o usa. Você recebeu um trote?
─ Não, foi uma ligação séria; só estou tentando encontrar o homem que me ligou.
─ Não posso ajudá-la. Sinto muito. – Ele desligou, e Milla soltou um suspiro de frustração ao desligar o telefone.
─ O que ele disse? ─ Joann perguntou ansiosamente.
─ É – disse uma voz baixa e sem emoção que veio de trás delas. ─ O que ele disse?
Joann pulou com o susto e soltou um pequeno chio assustado ao virar-se. Milla levantou-se de modo tão brusco que sua cadeira foi para trás, chocou-se com a mesa e foi parar ao lado de Joann, paralisada, olhando fixamente para o homem que bloqueava a entrada de seu escritório. Um arrepio percorreu-lhe a espinha de cima a baixo e seu coração bateu com muita força. Elas estavam sozinhas no escritório. A porta estava trancada. Como ele havia entrado? O que queria?
Ele não estava armado, pelo menos não aparentemente. Mas apesar de suas mãos estarem vazias, ela não se acalmou, porque ele tinha os olhos mais frios e distantes que ela já tinha visto. Estava vendo os olhos de um assassino e, apesar de estar com tanto medo a ponto de tremer, havia algo hipnotizador naquele olhar e ela não conseguia parar de olhá-lo. Era como uma serpente, ela pensou, hipnotizando sua presa entes do bote.
Sentia uma imobilidade sobrenatural diante dele, como se ele não fosse um ser humano.
Ao seu lado, Joann estava respirando ofegantemente, com os olhos arregalados enquanto olhava, sem piscar, o invasor. Milla tocou a mão de Joann para acalmá-la e esta imediatamente agarrou sua mão com desespero.
O homem olhou rapidamente para suas mãos dadas, e novamente para seus rostos. ─ Não me faça perguntar outra vez (a-d-o-r-o homem brabo) ─ ele disse, ainda com aquele tom totalmente vazio.
Aquela voz. Conhecia aquela voz. Mas o pânico ainda estava correndo por suas veias, e não conseguiu dizer as palavras que estavam em sua garganta, mas sua voz estava tensa: ─ Era um telefone público. O homem me disse que não sabe quem o usou, que estava ocupado demais para prestar atenção.
Um leve movimento de seus cílios foi a única resposta que o invasor lhe deu.
Não havia como passar por ele. Ele não era enorme, mas era grande o suficiente, cerca de 1,85 m, talvez 1,90 m, com um físico magro e musculoso, revelava só músculos e força, com uma pitada de rapidez de cobra cascavel. Ele era a escuridão, uma sombra carregada de uma ameaça quase palpável.
Então ela percebeu, e sentiu-se tonta quando o sangue percorreu-lhe o cérebro. Usou as mãos para agarrar-se ao canto da mesa para não car. ─ Você é o cara que me derrubou (a mim também Milla), disse com a voz fina e chocada. E, naquele momento, percebeu outra coisa, algo que deixou seus joelhos tremerem a ponto de quase não conseguirem sustentar o corpo. – Você é o Díaz.
A expressão dele continuava inalterada. – Fiquei sabendo que você queria conversar comigo – ele disse. [...]”
Depois de uma entrada como essa, há de se imaginar que, daí pra frente, é só adrenalina, e é mesmo.
Díaz definitivamente é surpreendente e, como a maioria dos homens de Linda, é único; consegue despertar vários sentimentos, várias sensações, tanto na protagonista como em nós; ele é uma verdadeira montanha-russa de emoções.
Díaz é aquele cara que passa totalmente despercebido e só o notam se assim permitir. Mesmo criança, era tão quieto, tão silencioso, que sua mãe o submeteu a exames para avaliar que sofria de algum tipo de distúrbio.
Aos 10 anos, sua mãe ficou cansada dele e o mandou para viver com seu pai no México, onde se sentia melhor, mas quatro anos depois o pegou de volta, pois queria que terminasse de estudar nos Estados Unidos. E foi o que fez. Como estavam constantemente se mudando, ele não mantinha quaisquer tipos de relações duradouras. Não namorava, pois as gurias de sua idade podiam ser lindas, mas suas personalidades não o atraíam. Perdeu a virgindade aos 20 anos, e desde então não teve muitas relações. Sexo era ótimo, mas talvez por sua maneira de ser, sempre intimidava as mulheres. Assim, mantinha-se um pouco afastado.
Até conhecer Milla Edge. Tudo nela mexeu com ele, mas seus olhos... “faziam com que ele sentisse vontade de colocar-se entre ela e o mundo e matar qualquer pessoa que lhe causasse o mínimo de dor que fosse. [...]”
Povo, nunca fui conhecida pelo meu romantismo (quase nulo), mas saber que um homem pensa assim, apenas por causa dos meus olhos... 
Foi isso que me deixou de quatro, literalmente, por James Díaz. Homem de poucas palavras, de poucos gestos, mas palavras e gestos inesquecíveis. Quando li Reencontros pela primeira vez tive um misto de emoções que foi muito difícil de superar. E acho que ainda não li outra história tão impactante em mim; impactante por ser muito possível, por ser real, não que seja baseada em fatos reais, mas que está recheada de temas polêmicos e tão atuais, como o roubo de bebês.
Nesta história encontramos outros personagens muito fortes, como o ex-marido de Milla, David; homem maravilhoso, lindo e dedicado que, mesmo estando separados, continua apoiando-a. Temos também True Gallagher, um empresário que venceu sozinho e que se interessou pela causa de Milla, tornando-se um de seus doadores mais assíduos. Outro nome que se destaca na história é o de Rip Kosper. Todos são fundamentais na trama.
Mas nosso absinto de hoje consegue ser imbatível, pelas poucas e marcantes palavras e ações, como já disse. Vejam:
“[...]
Ainda um pouco engasgada, ela disse: ─ O que houve? Por que caímos?
Ele disse: ─ O chão estava incerto onde a prancha estava apoiada e a fez balançar. A próxima pergunta foi:
 ─ Como sabia que existe uma queda d´água nesse rio?
Díaz ficou em silêncio por um momento e depois disse: ─ Sempre tem uma cachoeira. Você nunca viu nos filmes?
Feliz, aliviada e quase histérica de tanta alegria por estar viva, ela começou a rir.

Díaz estava deitado de barriga para cima ao lado dela, ofegava e tentava recuperar o fôlego, mas agora tinha virado a cabeça para ela e sorria. Ele a observou por um minuto, com os olhos semicerrados por causa do sol da tarde. Então, disse:
 ─ Eu daria meu testículo esquerdo para estar dentro de você agora. [...]”
Perdi a conta de quantas vezes li esse trecho para ver se a excitação que ele me causou desaparecia. Mas não, ainda hoje, reescrevendo-o tenho as mesmas reações. Tão fortes quanto o trecho de sua primeira transa... aliás, as demais também foram HOT! HOT! HOT!
“[...]
Não havia nada de romântico em Díaz, nada de palavras doces sendo murmuradas ou gestos galanteadores, apenas aquele beijo que não parava mais, profundo e voraz. Ela nunca tinha sido beijada daquela maneira antes, com uma intensidade que evidenciava os elementos mais simples: homem e mulher. Ele a segurava com a mão emaranhada em seus cabelos, apoiando sua cabeça com a mão, jogada para trás enquanto deliciava-se com sua boca. Parecia que tirava alguma coisa dali. Mas, mesmo assim, ele também dava. Dava prazer. Ela queimava de prazer, e as chamas era atiçadas por nada mais que sua boca e língua.
 Sua ereção apareceu na frente de sua calça. Era uma presença dura como pedra contra seu estômago, e ela sentiu um arrepio de desejo por dentro. Em um frenesi, ela se afastou um pouco, brigou com o botão e o zíper tirando a roupa úmida para que pudesse... (TRECHO TARJA PRETA!)
Os braços dele se firmaram e ele a deitou na cama, e, em vinte tumultuados segundos, tinha tirado toda a roupa dela. Com mais dez, tirou suas próprias peças. Colocou as mãos nos joelhos dela e os separou, sem esperar por autorização, posicionou-se sobre ela. Milla colocou as mãos nas costelas dele, esperando enquanto ele apoiava seu próprio corpo em um braço e, com a outra mão... (TARJA PRETA, AGAIN –  ESTOU FRACA)
Ele ficou parado, respirando por seus lábios entreabertos enquanto os dois se olhavam. Ela não conseguia se mexer; a sensação de tê-lo dentro dela era muito forte, quase dolorosa, devida a tanta intensidade. [...]
Sinto-me incapacitada para continuar, pernas e mãos trêmulas. Mas tenho certeza de que, assim como aconteceu (de novo) comigo, vocês também devem estar suspirando (melhor dizer, ofegando).
Isto é só uma pequena parcela do tornado Díaz, que na galeria de homens fortes desses livros maravilhosos, é um dos meus amantes mais queridos.
Podem crer: a história, os personagens, a edição do livro – Bertrand – e a maestria de Linda Howard, em Reencontros, vão mexer profundamente com vocês. Depois me contem.
Fico por aqui, ainda zonza depois de repassar algumas cenas desse show de texto, já louca de vontade de voltar.
Beijos e Carpe Diem!
Tani@

terça-feira, 13 de maio de 2014

Saudades de Patrícia Esber



Há coisas em nossas vidas que não têm explicação.
Uma delas é a afinidade, os laços que criamos com algumas pessoas. Não falo de família, pois esta a gente ama, briga, discorda, mas sempre será nossa e dela faremos parte.
Mas como explicar laços de amizades com pessoas que, nem sabíamos que existiam?
Eu fiz amizades miojo, do tipo instantâneas; que assim como começaram também terminaram. Tive amizades que pensei serem fiéis, mas no final só eram verdadeiras da minha parte. Tenho amigos que fiz desde infância e que, por razões que só a vida cheia de acontecimentos, seguiram rumos diferentes e, graças à internet, consegui reencontrar. Também tenho amigos que fiz através desse meio de comunicação e que fazem parte da minha vida em muitos momentos e sentidos.

E foi através do mundo virtual que pude conversar pela última vez com uma das melhores pessoas que já conheci em toda a minha vida.
Há 5 anos, pude conversar com a minha querida amiga Patrícia Esber como vínhamos fazendo há alguns anos.
Tanta coisa para se dizer, tantos planos para realizar, tanta vida para se viver.
Saudade de você, minha doce e querida amiga.
Ainda que eu não diga todos os dias, saiba que é o que sinto a cada momento, assim como a desejo frustrado de poder ter feito algo que mudasse o que aconteceu. Que os anjos estejam fazendo o que eu não posso, que é aproveitar a companhia de alguém tão querido e especial como você!
Tania Lima

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Atração Implacável - Linda Howard

Olá pessoas!
Dando sequência à publicação de alguns posts meus que fiz para o Envenenadas pela Maçã, hoje trouxe o segundo texto da Sexta Envenenada, de 03 de agosto de 2012 - http://asenvenenadaspelamaca.blogspot.com.br/2012/08/coluna-sexta-envenenada.html.
Muitos personagens masculinos do mundo literário são misteriosos, definitivamente enigmáticos. Mas poucos conseguem causar um efeito tão explosivo como John Medina.
Este gato veio tomando forma desde sua aparição em Revelações (Kill and Tell), quando surgiu para elucidar a morte de seu pai, Rick Medina, outro grande agente da CIA.
Ainda que sua participação neste suspense romântico seja esporádica, temos uma ideia da intensidade desse personagem.
Aqui ele se alia a Karen Whitlaw e Marc Chastain, que estão também em busca de respostas para outro assassinato, numa trama que envolve política, poder e traição, enfrentando um assassino insuspeito, que não desistirá enquanto não tiver em suas mãos os segredos, há muito guardados, do pai de Karen.
Neste primeiro momento, vemos uma pequena parcela do poder de Medina, que tem sua história finalmente contada em Atração Implacável (All the Queen´s Men), outro grande trabalho de Linda Howard.
Cinco anos antes, ele e sua equipe trabalhavam numa missão explosiva no Irã, na qual deveriam destruir por completo uma fábrica onde desenvolviam um carregamento de antraz para terroristas no Sudão.
Neste período, ele conhece Niema, que também fazia parte da equipe, meio que contra a sua vontade, já que ela está no grupo não só por suas habilidades, mas também porque insistiu em acompanhar o marido. Uma série de acontecimentos irá fazer com que seu destino esteja permanentemente ligado ao dessa mulher.
Mas, apenas anos mais tarde eles voltam a ter contato, dessa vez também por motivações profissionais. No entanto, é Medina quem cria as oportunidades para esse reencontro, para finalmente aproximar-se de maneira mais íntima e intensa.
mf3
Matthew Fox
Meu encanto nesse personagem: a força e as ações extremamente calculadas e inesperadas. John Medina é um homem que aparentemente é só mistério, que vive para seu trabalho e o realiza de maneira tão eficiente que se transformou em uma lenda dentro da Agência. São poucos os colegas que sabem de sua existência, e entre esses raríssimos sequer conhecem sua verdadeira identidade.
Mesmo com tudo isso, havia algo – ou melhor, alguém – que conseguia mexer com ele, ainda que ninguém jamais pudesse imaginar.
“[...]
Niema.
[...]
A resposta era não. Ela ainda estava sozinha.
Será que ela havia mudado? Talvez engordado, adquirido alguns fios de cabelos brancos? Muitas pessoas começavam a ter cabelos brancos com vinte e poucos anos. Será que seus grandes olhos pretos ainda eram tão profundos a ponto de fazer um homem mergulhar neles sem se importar?
Ele poderia vê-la. Ela nunca saberia. Poderia satisfazer sua curiosidade, sorrir com o prazer físico que sentia ao vê-la e ir embora. Mas ele sabia que não a veria; alguns fins era a melhor solução. Ele era ainda quem era e quem fez o que fez, por isso não havia motivos para sonhar acordado, por mais prazeroso que isso fosse.
Saber disso era uma coisa, afastar-se daqueles desejos era outra. Ele faria o que  era preciso, mas queria beijá-la abraçá-la, nem que fosse apenas uma vez, e fazer amor com ela. Apenas uma vez ele queria deixá-la nua e possuí-la, e uma vez teria de bastar, porque não poderia se arriscar mais que isso.
Mas não havia chances de ele ter essa oportunidade, então John finalmente parou de imaginar coisas, virou para o lado e dormiu.
[...]”
A maneira como esse personagem vai ganhando forma e se mostrando é muito sedutora. Há poucas informações dele no início, assim, nos surpreendemos com o que vamos descobrindo a seu respeito. Seu caráter, sua sensualidade e mesmo seu humor que, a princípio é bastante prático e esporádico, mostra-se mais presente e lascivo.
Geralmente, romances escritos por mulheres focam muito os pensamentos, as reações femininas, o amor e o sexo com foco feminino. Mas em Atração Implacável, John reina em pé de igualdade com Niema. Aliás, esta é uma característica presente na grande maioria dos romances de Linda Howard.
Muito gostoso desse livro é podermos observar o relacionamento dos dois, mesmo antes de assumirem a próxima missão que envolve um poderoso negociante de armas francês que está fornecendo munição a terroristas internacionais. Como ela, acabamos caindo nas artimanhas desse homem poderoso, misterioso e extremamente sensual.
Eu, particularmente, adoro pessoas inteligentes, pessoas inteligentes que conseguem rir de si mesmas são especialmente cativantes, e assim é John Medina. Só nós e ele sabemos o que está pensando; Niema somente terá ideia do que ele pensa, sente e quer, quando ele permitir que ela saiba. Ai, não haverá volta.
“Relutantemente, ela disse: – John. – Preferia pensar e referir-se a ele como Medina; assim, mantinha-se a certa a certa distância dele, pelo menos imaginava ser assim. Já estava tendo bastante dificuldade para lutar contra a atração que sentia por ele. – Vamos voltar ao assunto original; é um trabalho único. Tem de ser.
Com as mãos ainda nos bolsos, ele foi até a janela da cozinha e distraidamente tocou o gancho e os ferrolhos que ela havia instalado. Nas duas últimas manhãs, tivera de passar por uma janela pequena do banheiro, tão pequena que ele teve de fazer movimentos cuidadosos para entrar. Ela estava tão satisfeita com aqueles ferrolhos que ele não contou a ela ter descoberto uma maneira de driblá-los...
– Não pensem que pode me ignorar – ela avisou.
Ele lhe lançou um sorriso leve e caloroso ao virar-se da janela.
– Nunca pensei em fazer isso.
Tanto o sorriso quanto o que ele disse a deixaram surpresa. Decidida a mudar de assunto, ela respirou fundo. – Vamos voltar a falar sobre o plano. O que acontece quando... se... eu conseguir um convite para ir à casa de Ronsard? E se você não for convidado para ir ao no mesmo dia?
– Já recebi um convite... Se Ronsard a convidar para a festa, aceite. Se ele só convidá-la para conhecer sua casa, recuse. Isso deve despertar o interesse dele.
– O que eu sei a respeito de despertar interesse em alguém deve caber em uma casca de amendoim – ela disse.
Ele sorriu. – Não se preocupe, pois a Mãe Natureza cuidou dessa parte. Os homens são fáceis. Não exigimos muito além de uma mulher respirando, e ficamos interessados.
Ela tentou se sentir ultrajada, mas pegou-se rindo. – Que simplório, não é?
– Em comparação às mulheres, somos amebas. Nossos cérebros só têm um neurônio, mas é dedicado.
Aquilo fora dito pelo homem mais complicado que ela conhecia. Ela balançou a cabeça e disse: – Acho que precisamos trabalhar, antes que esse seu único neurônio se perca completamente...”
É isso; eu poderia simplesmente escrever linhas e linhas e não me cansaria de imaginar as situações criadas pela Howard; sinceramente não pensei que seria capaz de ler outras autoras e me sentir tão à vontade como me com seus romances.
John Medina me cativou em todos os níveis, muito mais por sua personalidade e inteligência que por qualquer descrição física, que aqui quase não aparece. Ele é uma poção mágica que me enfeitiçou; um misto de várias qualidades essenciais em um homem, e nem mencionei aqui o quão sexual ele é, vou deixar sua curiosidade buscar por isso.
John Medina ainda é mencionado e outro romance de Howard, Beije-me Enquanto Durmo. Para quem quiser acompanhar os passos desse herói, a ordem pode aparição: Revelações, Atração Implacável e Beije-me Enquanto Durmo, todos da Linda Howard, publicados por aqui pela Bertrand Brasil.
Beijos e até a próxima semana.
Tania Lima